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Impasse nas negociações: Rodoviários de Salvador anunciam retomada da greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira

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A população de Salvador enfrentará novamente grandes desafios de mobilidade a partir desta quarta-feira (5). A categoria dos trabalhadores rodoviários da capital baiana decidiu, no final da tarde de terça-feira (4), pela retomada da greve geral por tempo indeterminado. A decisão drástica veio após o fracasso de uma audiência de mediação crucial, que buscava selar um acordo e evitar a paralisação do serviço essencial de transporte público.

A reunião, mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), colocou frente a frente representantes do Sindicato dos Rodoviários da Bahia e do sindicato patronal, representado pela Integra. No entanto, as partes não conseguiram chegar a um consenso sobre as reivindicações da campanha salarial deste ano. A greve, que havia sido suspensa na semana anterior justamente para permitir que as negociações avançassem, será reativada diante da falta de um acordo satisfatório para os trabalhadores.

O principal ponto de divergência reside nas questões econômicas. O sindicato dos trabalhadores pleiteia um reajuste salarial que contemple um ganho real de 4% acima da inflação acumulada no período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Além disso, a categoria exige um aumento no valor do ticket-alimentação, passando dos atuais R$ 25 para R$ 30. Em contrapartida, a proposta apresentada pelas empresas de ônibus foi considerada insuficiente, oferecendo apenas a reposição da inflação, sem nenhum ganho real para os salários.

Frente ao impasse, Hélio Ferreira, presidente do Sindicato dos Rodoviários, classificou a proposta patronal como “desrespeitosa” e confirmou que a paralisação será retomada com força total. Em resposta à iminente paralisação, o secretário de Mobilidade de Salvador, Fabrizzio Muller, afirmou que a prefeitura tomará as medidas cabíveis para mitigar os impactos sobre os cidadãos, incluindo a notificação do sindicato para que cumpra a legislação que exige a manutenção de uma frota mínima para serviços essenciais. A expectativa é de um grande transtorno para os cerca de 1,7 milhão de passageiros que utilizam o sistema de ônibus diariamente na cidade.