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Destinos Cruzados: A ‘Lei do Ex’ entre Técnicos que Apimenta a Final da Copa do Brasil entre Flamengo e São Paulo

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O roteiro da grande final da Copa do Brasil de 2023 parece ter sido escrito por um dramaturgo do futebol. De um lado, o Flamengo, comandado por Jorge Sampaoli. Do outro, o São Paulo, liderado por Dorival Júnior. O confronto entre os dois gigantes do futebol brasileiro já seria grandioso por si só, mas ganha um tempero especial e uma camada extra de narrativa ao colocar os dois treinadores em lados opostos de uma história que se entrelaçou de forma curiosa e implacável no último ano.

A famosa e muitas vezes temida ‘lei do ex’, tão presente no folclore do esporte nacional, se manifesta aqui em sua forma mais irônica, aplicada diretamente aos comandantes. Menos de um ano atrás, era Dorival Júnior quem estava à beira do campo guiando o Flamengo aos títulos da própria Copa do Brasil e da Copa Libertadores de 2022, vivendo um período de glória e afirmação no clube carioca. Contudo, em uma decisão surpreendente da diretoria rubro-negra ao final da temporada, seu contrato não foi renovado.

O destino, sempre ele, quis que Dorival encontrasse um novo desafio no São Paulo e, com um trabalho consistente, levasse o clube paulista a uma final que não disputava desde 2000. Agora, ele busca um título inédito para o Tricolor justamente contra o clube que o dispensou após uma campanha vitoriosa, em uma clara chance de redenção e afirmação pessoal.

Do outro lado do campo estará Jorge Sampaoli. O argentino foi a aposta do Flamengo para 2023 após a conturbada e mal sucedida passagem de Vítor Pereira, o substituto escolhido para a vaga de Dorival. Sampaoli chegou com a missão de reerguer a equipe e salvar uma temporada que se mostrava decepcionante. Após um caminho de altos e baixos, ele agora tem a oportunidade de conquistar um título de enorme peso, justamente a taça que seu antecessor indireto, Dorival Júnior, ergueu pelo mesmo Flamengo no ano anterior. É a chance de Sampaoli justificar sua contratação e, ao mesmo tempo, impor uma derrota dolorosa a quem o São Paulo confia para quebrar um longo jejum.

A final da Copa do Brasil, portanto, transcende a disputa tática em campo. Ela se transforma em um duelo de narrativas, uma história de destinos cruzados onde os papéis se inverteram dramaticamente, adicionando ainda mais pressão e expectativa a uma das decisões mais aguardadas do futebol brasileiro.